Florian Madruga renova termo como colaborador voluntário no Senado

Após 43 de trabalho no Senado Federal, veio a aposentadoria. Mas, a nova condição não freou Florian Madruga e seu ânimo de servir e seguir como colaborador voluntário.

— Não pergunte o que o Senado pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo Senado — afirmou Florian, lembrando a frase do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy como um lema pessoal. Depois de se aposentar em 2016, ele retornou para mais dois anos de trabalho voluntário, perspectiva que se renovou dia 31 de janeiro, quando assinou, com o diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas, Paulo Meira, novo termo de voluntariado na Gráfica.

— Todo dia até hoje quando saio de Casa para vir ao Senado é como se fosse o primeiro dia. Venho feliz da vida. É gratidão, é satisfação — destaca.

Florian iniciou sua carreira no Senado Federal em 1973 na Gráfica como revisor de texto. Seguindo o conselho do pai, deixou um emprego estável na Universidade de Brasília, onde ganhava mais que o dobro do salário pago pelo Senado. De forma gradual, foi ascendendo a postos de chefia: encarregado-geral do turno noturno, chefe de gabinete da Diretoria-Executiva em três gestões, diretor-adjunto da Diretoria-Executiva, até se tornar, em 1987, coordenador do trabalho gráfico da Assembleia Nacional Constituinte.

— A gente sabia que estava tendo uma transformação no país. A gente era partícipe — relembrou.

Para Florian, a oportunidade de aprendizado e crescimento profissional que o Senado proporciona não existe em outra instituição pública do país. Entre as funções que exerceu na Casa estão a direção do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e a coordenação do trabalho gráfico do processo de Impeachment do então presidente da República Fernando Collor, em 1992. Também assumiu a Subsecretaria de Apoio a Órgãos do Parlamento (SCoop), que atendia, entre outros, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa em 2007, em um momento político delicado. Outra missão difícil atribuída a ele foi o encerramento do braço legislativo do Senado no Rio de Janeiro e a transferência dos servidores para Brasília. Depois de passar pela chefia de gabinete da Presidência do Senado na gestão de Garibaldi Alves Filho em 2008, voltou para a Gráfica como seu diretor em 2009, com o desafio de transformar o parque gráfico de offset para digital. Ficou no cargo até a aposentadoria em 2016.